O Anticristo

“Filhinhos, esta é a última hora; e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo…” 1 João 2:18

O Anticristo, uma das principais figuras do final dos tempos e da escatologia bíblica, será um grande enganador, um homem vil e maligno que será usado por Satanás durante o período da grande tribulação para conduzir o mundo em engano e perdição.

Características do Anticristo:

  • Líder Político;  
  • Responsável pelo plano de paz entre Judeus e Muçulmanos;
  • Contrário ao cristãos e perseguidor destes, castigando-os com a morte;
  • Contrário à divindade de Cristo (não aceita que Jesus é Deus) e afirma que Jesus não veio em carne;
  • Se colocará no lugar de Deus e, consequentemente, irá querer ser adorado;
  • Seu tempo de governo será praticamente de 7 anos;
  • Homem mais maligno que já viveu na terra.

Veremos um pouco nesse estudo o que a Bíblia diz a respeito desse homem.

O anticristo é aquele que nega que Jesus é o Cristo

– Anticristo = “contra Cristo” ou “no lugar de Cristo”. Ataca o caráter de Cristo.

Paulo descreve o Anticristo sendo aquele que se levanta contra Deus, e que quer ser Deus:

“Se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.”     2 Tessalonicenses 2:4

O Anticristo irá querer ser adorado, e possivelmente irá assentar-se no templo dos Judeus, que ainda será construído em Jerusalém, profanando o lugar santo.

“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda;”    Mateus 24:15

O apóstolo João também descreve o Anticristo, veja:

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho.”    1 João 2:22

“Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.”      1 João 4:2,3

João esclarece também que o Anticristo é aquele que nega que Jesus é Deus, e ainda nos revela um detalhe importante sobre o “espírito do Anticristo”, o qual já operava desde a época do apóstolo e continua até hoje.

Nomes do Anticristo

Estes são alguns nomes que a Bíblia confere ao Anticristo:

  • Homem da iniquidade –  (2Ts 2:3). Toda a forma de injustiça terá a sua plenitude num homem; a iniquidade será concentrada, por assim dizer, num homem, que é aqui caracterizado como o “homem da iniquidade”.
  • O filho da perdição  –  (2Ts 2:3). Esta expressão caracteriza a sua horrível origem e o seu fim medonho.
  • O iníquo –  (2Ts 2:8). O versículo aponta-o como o egoísmo personificado, em nítido contraste com Jesus, aquele que jamais buscou os Seus próprios interesses e, em lugar disso, fez o que era do agrado do Pai.
  • O homem vil –  (Dn 11:36). Aqui vemos o seu verdadeiro caráter na Palestina.
  • Homem sanguinário e fraudulento – (Sl 5:6). Esta e outras denominações nos Salmos referem-se ao Anticristo.
  • Chifre pequeno – (Dn 8.9-12); “rei de feroz catadura e entendido de intrigas”, “grande em poder, mas não por sua própria força” (Dn 8.23-25).
  • O assolador – (Dn 9).
  • A besta que emerge do abismo – (Ap 13).
  • O 8° rei – (Ap 17).

O Anticristo será uma pessoa:

Muitos defendem que o Anticristo seria apenas um sistema político, mas a palavra de Deus deixa claro que ele será uma pessoa. Ele irá se assentar no templo de Deus, perseguir os cristãos, fazer guerra e querer ser adorado:

“…de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.”     

2 Tessalonicenses 2:4

“Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.
Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; ”    
Apocalipse 13:5-7

O Anticristo aparecerá antes do arrebatamento:

O apóstolo Paulo deixa claro que antes da segunda vinda de Jesus e do arrebatamento, que acontecem juntos, será manifestado o “homem do pecado”, o “filho da perdição” (Anticristo). Veja:

“Ora, irmãos, rogamos-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,”        2 Tessalonicenses 2:1-3

Paulo descreve o arrebatamento da igreja como a “nossa reunião com ELE” e a segunda vinda de Cristo como acontecimentos que ocorrerão ao mesmo tempo, ou seja, no final da grande tribulação, do período de sete anos, e na sétima trombeta.

O apóstolo deixa claro que a segunda vinda de Cristo e o arrebatamento não podem acontecer sem que antes venha a apostasia – grande esfriamento e abandono da fé – e, em segundo lugar, haja a revelação do Anticristo.

Sendo assim, a crença de que Jesus pode voltar a qualquer segundo, minuto ou hora não se sustenta, não sendo correta tal afirmação, já que se faz necessária a revelação do anticristo antes da Volta de Jesus. (veja outros post sobre o arrebatamento).

O fim do Anticristo e a Vitória de Cristo

Após o período da grande tribulação, Jesus voltará sobre as nuvens e destruirá o Anticristo, o qual inaugurará o lago de fogo e enxofre juntamente com o falso profeta.

“então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.”       2 Tessalonicenses 2:8

“E vi a besta(anticristo) e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército.
Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois(anticristo e falso profeta) foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre.”      
Apocalipse 19:19,20

Quem será o Anticristo?

Uma das perguntas que mais queremos saber a resposta é essa: Quem é o Anticristo?  

Seria o presidente dos Estados Unidos? da França? Algum líder da ONU, milionário, judeu, árabe?

Ainda não sabemos o seu nome, mas temos certeza que o Anticristo, o filho da perdição, já está no mundo e logo será manifestado.

Logo entraremos na grande tribulação, um período jamais visto na história da humanidade, no qual Satanás fará de tudo para que muitos homens se percam e sejam levados ao inferno.

Por um momento, o Anticristo vencerá os santos como fala em Apocalipse 13:7; mas ao final, Cristo retornará vitorioso sobre as nuvens, seremos arrebatados juntamente com ELE, e teremos corpos glorificados! E o Filho de Deus destruirá o filho da perdição!

Permaneça firme, inabalável na fé, pois no final vai valer a pena!

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Por Lucas Palma Cardoso

Os impérios profetizados

Link para a parte 1: Começando do Princípio
Link para parte 2: O império do Anticristo, sua extensão, influência e poder

Conforme lemos em Daniel no capítulo 2, durante a época do exílio dos judeus na Babilônia, o rei Nabucodonosor teve um sonho muito perturbador e chamou seus magos e, astrólogos e encantadores para que contassem qual foi o seu sonho qual era a interpretação. Esse sonho é um dos mais interessantes na Bíblia, pois fala de uma sequência de impérios que sucederiam ao império babilônico, fala do último e terrível império, de seu terrível fim e do começo do reino milenar de Cristo. Quando os sábios do rei dizem que não podem contar o sonho e nem o interpretar, o rei fica furioso e ordena que matem todos os sábios do reino. Quando a notícia do decreto chegou a Daniel, ele pediu ao rei que desse um tempo para que ele trouxesse a interpretação. Então Daniel orou junto com seus companheiros pedindo que Deus desse o sonho e a interpretação.

E Deus fez com que Daniel conhecesse o sonho que Nabucodonosor teve, conforme Daniel 2:31-35: “Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta estátua, que era imensa, cujo esplendor era excelente, e estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre; as pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra”.

Em Daniel 2:36-45 é revelado o significado desse sonho que deixou o rei perturbado. A primeira parte da estátua, a cabeça, representava a Babilônia. As outras partes representam os 3 impérios que sucederiam ao Babilônico, cada um tendo a posse do território Babilônico. Dois impérios que sucedem ao Babilônico são citados por nome, são o Medo-persa e o Grego, conforme lemos em Daniel 8:20-21 e 10:20. O quarto império não é chamado pelo nome.

Daniel 2:40-43 diz que:  “o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro, esmiúça e quebra tudo; como o ferro que quebra todas as coisas, assim ele esmiuçará e fará em pedaços. E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro”.

Depois no capítulo 7 de Daniel, Deus deu ao profeta um sonho em que os impérios são mostrados como animais. No primeiro sonho Nabucodonosor vê os impérios da perspectiva de seu reino, do ponto de vista humano. Nesse sonho Daniel vê os impérios da perspectiva de Deus, do ponto de vista divino.

Veja Daniel 7:2-27:

“No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel um sonho e visões da sua cabeça quando estava na sua cama; escreveu logo o sonho, e relatou a suma das coisas. Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando na minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar grande. E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.  O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres”.

Em Daniel 7:19 vemos novamente uma característica diferente desse império: “Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava”.

Em Daniel 7:23 vemos novamente essa descrição singular sobre o quarto império: “Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços”. Os 3 impérios nunca existiram todos ao mesmo tempo, porém o quarto império “fará em pedaços” todos os outros.

Conquista Geográfica

A primeira interpretação possível é de conquista territorial. Ao vermos os mapas fica claro que os 3 primeiros impérios tiveram o domínio territorial sobre a Mesopotâmia:

Império Babilônico:

Império Medo-Persa:

Império Grego:

Podemos perceber que nos casos citados a região dos rios Tigre e Eufrates, onde ficava a capital da Babilônia, esteve sob o controle dos impérios Babilônico, Medo-Persa e Grego. Se um império conquista várias regiões, mas não mantém o controle territorial sobre a Mesopotâmia, podemos dizer que conquistou a Babilônia? Ou, dito de outro modo, se alguém algum dia invadir o Brasil e conquistar Rio Branco, que é capital do Acre, e permanecer a milhares de quilômetros de distância de sua capital, Brasília, poderemos dizer que o Brasil foi conquistado? Da mesma forma, para dizer que dominou e conquistou a Babilônia, ou mais especificamente, que a sucedeu, um império deve dominar a região da Mesopotâmia. Então o quarto império deve preencher esse requisito.

Além desse requisito há outro tão importante quanto. Podemos observar que conforme cada império sucede o outro, além de manter o controle sob a região da Mesopotâmia, também domina a capital do império anterior.

Apesar de vir depois do Império Grego, o Império Romano não preenche esse requisito. Ele apenas conquistou e controlou 1/3 das regiões controladas pelos impérios Babilônico, Medo-Persa e Grego. Mais ou menos 2/3 dessas regiões controladas por esses impérios foram deixadas de lado por Roma. Se observamos o mapa, notamos que nem chegou perto da capital do império Medo-Persa.

Alguém poderia dizer que por suceder o império Grego, que por sua vez sucedeu o império Medo-Persa, que por sua vez sucedeu o império Babilônico, então Roma se encaixa. Mas esse raciocínio não se sustenta em sua lógica. Se por exemplo no caso de um campeonato de futebol o São Paulo venceu o Corinthians, que por sua vez venceu o Palmeiras, isso quer dizer que o São Paulo venceu o Palmeiras? Claro que não, só um jogo direto entre esses dois times poderia determinar isso. Daniel 2 diz que esse império pisará, esmiuçará, esmagará, destruirá, enfim aniquilará tudo que veio antes. Convém lembrar que embora o império Romano fosse uma máquina militar espetacular de conquista e controle, ele não esmagou todos esses territórios, conforme vemos no mapa abaixo.

Império Romano:

Mas se o Império Romano não preenche esse requisito de conquista territorial, que império preenche? Qual império veio depois de Roma?

Por volta do ano 632 d.C. um império diferente surgiu na região. Logo após a morte de Maomé o Califado Rashidun dominou a região, culminando no Império Otomano, que oficialmente teve seu fim decretado após o final da primeira guerra mundial em 1923. Após a Primeira Guerra Mundial o Império Otomano deixa de existir: Em 1924 o cargo de califa é abolido e o califado deixa de existir.

Em 1928 é fundada a Irmandade Muçulmana, para implementar a Sharia (lei islâmica), unificar os países muçulmanos e restaurar o califado. A Irmandade Muçulmana foi a organização que, com a conivência do Ocidente, esteve por trás das quedas de regimes ditatoriais laicos no Oriente Médio e Norte da África. No lugar de governos ditatoriais laicos, a maioria dos países que passaram pela Primavera Árabe viram surgir governos islâmicos. Atualmente, outro grupo que tem realizado ações para trazer de volta o califado é o Estado Islâmico.

Para preencher o critério de Daniel 2:40, um império teria de esmagar, não um, nem dois, mas os três impérios que vieram antes dele. Historicamente o Califado Islâmico conquistou de forma completa todas as terras desses outros impérios. Em 1453 o Califado Islâmico conquistou Constantinopla (atual Istambul, na Turquia) pondo fim ao que restava do Império Romano. Vejam o mapa do Império Muçulmano em dois momentos de sua história:

Islã (Califado Islâmico de 622 d.C. a 770 d.C.):

Mapa do Islã no século XIX

Conquista Cultural e Religiosa

A segunda interpretação possível é de cultural e religiosa. E se expandirmos o sentido de esmagar para mais do que geograficamente? O que acontece se compararmos os outros impérios ao império islâmico? Ele é diferente dos demais? A ênfase dada no livro de Daniel, que usa tantos termos diferentes para dar a ideia de uma completa dominação parece apontar para uma característica singular desse império, uma que não encontramos em nenhum dos impérios anteriores, até mesmo na intensidade com que essa dominação acontece.

No caso de Roma, essa diferença fica ainda mais gritante, quando o Império Romano conquistava um povo, ao invés de destruir sua cultura, impor uma nova religião e uma nova língua, geralmente ele tolerava essas coisas e ainda adicionava leis, estradas, aquedutos, infraestrutura. O Império Romano, com todos os seus pecados e falhas foi uma força civilizatória até certo ponto benéfica para os povos que conquistou. Já o quarto império exerce um domínio opressor sobre os povos conquistados. Durante a época de Jesus, os romanos eram tolerantes com a prática da religião do povo judeu. Houve Calígula, que foi um imperador que perseguiu judeus e cristãos, mas no geral os romanos toleravam a prática de outras religiões por outros povos. Suas leis protegiam as práticas religiosas dos povos conquistados. O império importava-se muito mais com o pagamento de impostos, com o respeito e obediência às suas leis do que com as práticas religiosas adotadas por outros povos.

Já para o império Islâmico tais afirmações não podem serem feitas. Desde seu início esse império esmagou e apagou as culturas e religiões dos povos que conquistou. Isto se deve à singular ideologia abrangente do Islã, que inclui cada aspecto da vida. O Islã tem regras e mandamentos que vão além do escopo teológico. Também dita as leis, governo, língua, exército, e até mesmo práticas sexuais e de higiene debaixo de sua autoridade. O próprio termo Islã, quer dizer “submissão” às leis de Alá, o deus dos muçulmanos, bem como às práticas de Maomé, seu profeta.

Pensem em uma ideologia totalitária aplicada ao dia-a-dia, ao governo e à religião, o Islã é essa ideologia. Em todo lugar que o Islã chega, traz com sigo sua ideologia opressiva de submissão, nas regiões que conquistou do Império Babilônico, Medo-Persa e Grego, forçou uma só língua (árabe), uma só lei (sharia), um só governo (califado), um só líder (califa) e uma só religião (Islã). Os persas e turcos conseguiram manter sua língua falada, porém a língua escrita sofreu alterações, seu alfabeto se tornou árabe. Mustafa Kemal Atatürk, o primeiro presidente da República da Turquia após o fim do Califado, impôs a ocidentalização do alfabeto turco, que deixou de ser árabe. Atualmente o partido que governa o país tem implementado mudanças para trazer de volta à Turquia os valores islâmicos tradicionais, distanciando-se cada vez mais da ocidentalização e tornando o país cada vez menos laico.

O principal objetivo do Islã conforme o Alcorão é que o mundo inteiro seja muçulmano, conforme vemos na Surata 9, verso 33: “É ele {Alá} quem enviou seu mensageiro (Maomé) com a orientação e a religião da verdade (Islã), para torná-lo superior sobre todas as religiões mesmo que o Mushrikun (politeístas, pagãos, idólatras, descrentes na unicidade de Alá) odeiem isso”.

Um dos mais eminentes estudiosos islâmicos do século 20, Sheikh Maolana Maududi, disse: “O Islã quer destruir todos os estados e governos, em qualquer lugar da face da terra, que se oponham à ideologia e ao programa do Islã, independentemente do país ou da nação que o governe. O propósito do Islã é a criação de um estado com base na sua própria ideologia e programa … o objetivo da jihad islâmica é eliminar o governo de um sistema anti-islâmico e estabelecer um sistema islâmico. O Islã não pretende limitar esta revolução para um único Estado ou alguns países. O objetivo do Islã é o de promover uma revolução universal.” Isso lembra muito uma tentativa de criar um único governo mundial.

Conforme vimos em Daniel 7:7 e 7:19 esse quarto império destrói, devora e esmaga todos os anteriores, ele conquista todos os 3 que vieram antes dele. Mas uma característica única salta aos olhos, ele destrói, esmaga, pisa em cima até mesmo aquilo que sobrou: “pisava aos pés o que sobejava” ou ainda “pisava aos pés o que sobrava”. Que coisa mais estranha pra se dizer e ao mesmo tempo tão diferente!

Quando o Império Romano do Oriente, também chamado de Império Bizantino, foi conquistado pelos muçulmanos no ano de 1.453, a maior catedral do mundo cristão era a Catedral de Santa Sofia (Hagia Sophia), localizada na cidade de Constantinopla, hoje chamada Istambul. Atualmente o lugar é uma mesquita e um museu, todos os símbolos cristãos e ícones foram cobertos. Em seus lugares foram colocadas placas em árabe enaltecendo Alá e Maomé. Apesar de ser um museu, os muçulmanos têm permissão de orar dentro da catedral, enquanto que cristãos estão proibidos de fazê-lo. Do lado de fora, no topo da estrutura em lugar da cruz há o símbolo do crescente islâmico.

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Exterior e interior da Catedral de Santa Sofia em Istanbul, Turquia

Em 2001, ainda na época do governo do Talibã no Afeganistão, os muçulmanos destruíram antigas estátuas de Buda, por serem ídolos pela idolatria ser condenada no Islã (ironicamente, a Caaba em Meca não é considerada idolatria por eles). Hoje a ONU e a comunidade internacional estão preocupados com as destruições de sítios arqueológicos, monumentos e estátuas nas regiões sob controle do Estado Islâmico.

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Destruição de acervo de museu no Iraque / destruição de estátua de Buda no Afeganistão

Em Jerusalém os muçulmanos negam qualquer ligação histórica dos judeus ao Monte do Templo. Sheikh Ekrima Sa’id Sabri, Grande Mufti de Jerusalém de 1994 a 2006, declarou em muitas ocasiões que a conexão dos judeus com o Templo era um mito. Em 1998 Sabri declarou: “Muçulmanos não têm conhecimento de que o Monte do Templo tenha qualquer caráter sagrado para os judeus”. Da mesma forma, o Chefe de Justiça da Corte Religiosa da Palestina (corte islâmica com base na sharia) e presidente do Conselho Islâmico-Cristão para Jerusalém e Lugares Sagrados, Sheikh Taissir Dayut Tamimi, disse em 2009: “Judeus não tem qualquer ligação com Jerusalém… Eu não sei de nenhum lugar sagrado judeu nela… Israel tem escavado desde 1967 procurando por resquícios de seu Templo ou de sua fictícia história judaica”. Há muitas notícias e informes com muita base documental sobre a destruição sistemática de milhares de artefatos judeus encontrados nas imediações do Monte do Templo por parte da organização Muçulmana Waqf, responsável pelo controle e manutenção das edificações religiosas muçulmanas em Jerusalém. Tal vandalismo levou à formação de grupos como “Comitê para a Prevenção da Destruição das Antiguidades no Monte do Templo” e “Operação de Resgate de Antiguidades do Monte do Templo” que se dedicam a examinar cuidadosamente centenas de caminhões de terra removida do Monte do Templo pela Waqf durante a construção de uma mesquita subterrânea no final dos anos 1990. O arqueólogo Graviel Barkai, ao comentar sobre a enorme quantidade de materiais arqueológicos preciosos destruídos pela Waqf, disse: “Eles deveriam estar usando escovas, não retroescavadeiras… Estes são atos criminosos que não têm lugar em um país civilizado!”.

Exemplos ao longo da história do Islã e até mesmo nos dias de hoje não faltam. Vez após vez esse sistema destrói até mesmo o que restou dos impérios e civilizações que vieram antes dele, não podendo admitir nem mesmo a memória de qualquer governo ou religião que veio a existir antes do Islã. Como vemos o Califado preenche essas características únicas do quarto império de Daniel 2 e Daniel 7.

Veja algumas matérias de sites de notícias sobre isso:

Estado Islâmico destrói templo romano do Século I na Síria
Extremistas do Estado Islâmico voltam a destruir relíquias no Iraque
Estado Islâmico destrói estátuas milenares em museu do Iraque
Estado Islâmico ameaça tesouros arqueológicos na Líbia
Estado Islâmico demonstra desprezo pela cultura e pela história
Estado Islâmico exibe a destruição de obras da antiguidade no Iraque
Fontes: Veja e G1

Um império dividido

Em Daniel 2 é relatado o sonho que o rei Nabucodonosor teve de uma estátua feita com cinco metais preciosos, com cada parte representando um império que viria a seguir, sendo que as duas últimas partes eram na verdade o quarto império em dois momentos históricos diferentes. No primeiro momento há unidade, no segundo momento histórico esse império ressurge com uma divisão interna.

Em Daniel 2:33 vemos essa característica: “As pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro”

Veja também Daniel 2:41-43: “E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro”.

Fonte: EBC
Fonte: EBC

Os seguidores do Islã dividem-se entre xiitas e sunitas. Essa divisão é histórica e remonta à uma disputa na época da morte de Maomé. O nome sunitas vem da expressão “Ahl al-Sunna”: “o povo da tradição”. Eles defendem a tradição, ou seja, as práticas derivadas das ações do profeta Maomé e seus parentes. Já os xiitas reivindicam o direito do genro de Maomé, Ali e o de seus descendentes de liderar os muçulmanos. Essa rixa continua até os dias de hoje. Cerca de 86% a 90% dos muçulmanos são sunitas.

Mas essa não é a única divisão do Islã. Há também a divisão por várias etnias tais como curdos, turcos, árabes, indianos e muitos outros. Ao longo da História, muitos conflitos já ocorreram entre os seguidores de diferentes etnias e correntes do Islã. Não é incomum ver até mesmo dentro da mesma etnia a aplicação do velho ditado árabe: “Eu, contra meu irmão; meus irmãos e eu, contra os primos; os meus primos e eu, contra os estrangeiros“.

Eliseu P L Junior

O império do Anticristo: sua extensão, influência e poder

Link para a parte 1: Começando do Princípio

Com base no que vimos até agora, cabe uma questão: o Império do Anticristo será limitado a uma região geográfica ou vai englobar o mundo todo? Há textos que levam muitos a interpretarem que vai englobar o mundo tudo, porém há textos que tornam essa interpretação uma impossibilidade.

Evidência número 1 a ser considerada: seu império é uma confederação de dez nações. Daniel 7:7 é a primeira passagem que nos mostra essa informação: “Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres”.

O capítulo 7 de Daniel trata do sonho de Daniel, Deus mostrou para ele 4 animais terríveis que simbolizam impérios. Os 3 primeiros conforme a ordem em que aparecem no sonho são o império Babilônico, o Medo-Persa e o Grego. O quarto animal é o sucessor desses 3 e é mostrado como uma força destruidora fora do comum, diferente dos anteriores. Se o texto parasse por aí de forma alguma poderíamos entender que os 10 chifres são 10 reis (cada rei com seu respectivo reino), mas um anjo dá essa informação para Daniel e por isso hoje nós também sabemos isso. Veja Daniel 7:24-25: “E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo”.

O livro de Apocalipse também traz a mesma informação do sonho de Daniel. Notem que a mesma descrição de uma besta terrível e com dez chifres aparece em Apocalipse 13 e Apocalipse 17:

Apocalipse 13:1: “E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia”.

Apocalipse 17:3 “E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres”.

Apocalipse 17:12: “E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta”.

A Bíblia reforça o número 10 como o número de nações que farão parte da coalizão de nações do Anticristo. Mas isso não quer necessariamente dizer que apenas 10 nações farão parte, pois ocorrerão conquistas militares e seu império se expandirá, mas inicialmente são apenas 10 nações.

Evidência número 2: conquistas militares de países da região do Oriente Médio. Duas vezes podemos ler em Daniel 11 que as forças do Anticristo “invadirão muitos países”. O Egito é citado como uma das nações que serão invadidas. Mas também Israel sofrerá uma invasão (Daniel 11:16). Essa passagem sugere também que não serão todas as nações que irão ser conquistadas pelo Anticristo. Veja Edom, Moabe e os líderes de Amon escapando desse destino em Daniel 11:40-42:

“E, no fim do tempo, o rei do sul lutará com ele, e o rei do norte se levantará contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nas suas terras e as inundará, e passará. E entrará na terra gloriosa, e muitos países cairão, mas da sua mão escaparão estes: Edom e Moabe, e os chefes dos filhos de Amom. E estenderá a sua mão contra os países, e a terra do Egito não escapará”.

Notem que a passagem diz que “muitos países cairão”, mas não que todos os países cairão. E 3 nações são citadas escapando de suas conquistas militares: Edom, Moabe e Amon, o que pode indicar o livramento da Jordânia. Outra possibilidade é que eles se juntem voluntariamente e por isso não sofrem uma invasão.

Em Daniel 11:44-45 lemos: “Mas os rumores do oriente e do norte o espantarão; e sairá com grande furor, para destruir e extirpar a muitos. E armará as tendas do seu palácio entre o mar grande e o monte santo e glorioso; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”.

Essa passagem indica que notícias do Oriente e do Norte deixarão o Anticristo preocupado. Uma possível interpretação dado o contexto da passagem anterior é que uma resposta militar às suas conquistas está em curso e ele tem de interromper seus planos. Apocalipse 16:12 cita reis do Oriente e seu grande exército marchando. Apocalipse 9:13-16 fala de um exército de 200 milhões.

Podemos concluir que haverá nações que não farão parte da aliança do Anticristo e nem estarão sob sua autoridade. Até o seu amargo fim o Anticristo é retratado em guerra contra muitas nações.

Eliseu P L Junior

Começando do princípio

No terceiro capítulo de Genesis é proferida a primeira profecia da Bíblia:

“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Genesis 3:15

Com essa profecia Deus mostra que há um plano para a redenção da humanidade. Em Atos 3:21 vemos um resumo da história planejada por Deus: “O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio”. A palavra-chave é restauração.

A profecia de Genesis 3:15 é a primeira a falar do Messias, da esperança de restauração. Percebam que já na primeira profecia também é dito que haverá conflito entre a semente da serpente (em algumas traduções descendência) e a semente da mulher. Um conflito com Deus e seu povo de um lado e Satanás e seus seguidores do outro. Como veremos a seguir essa mesma história é profetizada em outras passagens, com cada passagem adicionando novas informações e detalhes, todas expandindo a história original.

Em Números 24 temos a história do rei Balaque e o profeta Balaão. Balaque era rei dos moabitas e Balaão era um profeta que foi pago pelo rei para profetizar contra o povo de Israel. O povo de Deus estava a caminho da Terra Prometida. Mas ao invés de profetizar contra, Balaão foi inspirado pelo Espírito de Deus a profetizar, conforme Números 24:14;17-20:

“Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias. Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete. E Edom será uma possessão, e Seir, seus inimigos, também será uma possessão; pois Israel fará proezas. E dominará um de Jacó, e matará os que restam das cidades. E vendo os amalequitas, proferiu a sua parábola, e disse: Amaleque é a primeira das nações; porém o seu fim será a destruição”.

A profecia fala do que os judeus fariam com os moabitas nos últimos dias e que de Israel viria um governante. Muitos interpretes judeus entendiam que a passagem se referia ao Messias. Davi foi um rei que derrotou os inimigos de Israel em sua época, porém o cumprimento dessa profecia não foi completado nele. Jeremias, que nasceu e viveu muitos anos após o reinado de Davi, profere no capítulo 48 e 49 a mesma profecia que Balaão fez. Essa profecia juntamente com a de Miquéias 5 que fala do nascimento do Messias em Belém é que fez com que os reis magos seguissem a estrela na esperança de encontrar o Rei dos Judeus, conforme Mateus 2:1-2. Essa profecia de Números trata do que o Messias fará quando voltar.

Perceba que há povos e regiões citados nessa profecia: Moabe, Edom, Seir, os filhos de Sete, os amalequitas. Onde encontrava-se esse povo e suas terras? Onde se dará essa ação do Messias contra os inimigos de Israel? Todos esses termos referem-se aos povos comumente encontrados em regiões de deserto que viviam a leste de Israel, conforme a área assinalada:

Apocalipse 21:4 diz “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”, essa passagem faz referência à Isaias 25. Mas em Isaías 25 há muito mais ocorrendo do que apenas o enxugar de toda a lágrima. Isaías 25:8-11 fala de acabar com a morte, fala também de destruir Moabe. O contexto dessa passagem é o futuro, o retorno do Messias. Já em Isaias 65:20 vemos o que acontecerá com os que entrarem no reino milenar do Messias, enquanto que em Apocalipse 20:4-6 vemos os que foram ressurretos com novos corpos incorruptíveis para reinarem com Cristo durante mil anos.

Novamente temos uma profecia que trata do Messias esmagando sob seus pés Moabe, uma região específica a leste de Israel. Mas o povo moabita não existe mais, a profecia pode se referir a outro inimigo, não conhecido daquela época? Veremos mais para a frente, conforme avançamos nas profecias, certas características únicas de uma confederação de nações contra Israel e de seu líder, que a Bíblia chama de Anticristo e então poderemos responder essa pergunta tendo em conta o panorama geral das profecias.

Obadias profetiza o julgamento de Edom, ela fala do “Monte de Sião” e do “Monte de Edom”. A Bíblia muitas vezes usa a figura de montes como símbolo para governos, isso faz parte da herança cultural da região. Essa profecia teve cumprimento em parte na época dos conflitos entre Israel e Edom. Em Obadias 1:15 é dito que tudo isso se cumprirá em um tempo no qual “o dia do Senhor está perto, sobre todos os gentios”. Esse evento está agendado para ocorrer na mesma época em que Isaías, Jeremias, Ezequiel, Amós e outros indicam que as nações serão julgadas no fim da tribulação, durante a batalha do Armagedom.

O contexto do “dia do Senhor” é visto em Obadias 1:21 onde lemos “quando o subirão salvadores ao monte Sião, para julgarem o monte de Esaú; e o reino será do Senhor”. Ao lermos com atenção esse capítulo vemos que a profecia cita aqueles que foram levados como prisioneiros agora sendo libertados e tomando posse da terra de Edom. Desde os tempos de Obadias até os dias de hoje, Israel nunca tomou posse da terra de Edom, portanto o cumprimento dessa profecia ainda irá acontecer. A profecia fala do reino que será do Senhor, em clara referência ao reino do Messias após a sua volta.

Conforme vamos prosseguindo com o estudo das profecias, vemos que elas são centradas em Israel. Em Obadias 1:8-10;15 lemos “Porventura não acontecerá naquele dia, diz o Senhor, que farei perecer os sábios de Edom, e o entendimento do monte de Esaú? E os teus poderosos, ó Temã, estarão atemorizados, para que do monte de Esaú seja cada um exterminado pela matança. Por causa da violência feita a teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e serás exterminado para sempre. Porque o dia do Senhor está perto, sobre todos os gentios; como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua recompensa voltará sobre a tua cabeça. O julgamento de Deus ocorre por causa do tratamento do povo de Edom, os descendentes de Esaú, ao seu irmão Jacó, os descendentes dele, nesse caso, os judeus. Obadias usa três nomes para se referir ao mesmo povo: Edom, Esaú, Temã. Isso é típico do modo de pensar e de escrever poesia profética no hebraico: usa-se figura de linguagem, sinônimos ou variações do mesmo nome para enfatizar uma ideia.

Em Ezequiel 25 novamente temos uma profecia contra Edom: “Assim diz o Senhor Deus: Porquanto Edom se houve vingativamente para com a casa de Judá, e se fez culpadíssimo, quando se vingou deles; portanto assim diz o Senhor Deus: Também estenderei a minha mão sobre Edom, e arrancarei dela homens e animais; e a tornarei em deserto, e desde Temã até Dedã cairão à espada. E exercerei a minha vingança sobre Edom, pela mão do meu povo de Israel; e farão em Edom segundo a minha ira e segundo o meu furor; e conhecerão a minha vingança, diz o Senhor Deus. Assim diz o Senhor Deus: Porquanto os filisteus se houveram vingativamente, e executaram vingança com desprezo de coração, para destruírem com perpétua inimizade, portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estendo a minha mão sobre os filisteus, e arrancarei os quereteus, e destruirei o restante da costa do mar. E executarei sobre eles grandes vinganças, com furiosos castigos, e saberão que eu sou o Senhor, quando eu tiver exercido a minha vingança sobre eles”.

A causa desse julgamento novamente é a forma como Edom trata “a casa de Judá”. Além de Edom temos também a região de Dedã (norte da atual Arábia Saudita), Temã (onde atualmente é a Jordânia), filisteus e quereteus (povos que ficavam onde atualmente é a faixa de Gaza). Então, de acordo com o texto o julgamento de Deus se dará contra a região que se estende do que atualmente é o a Faixa de Gaza, do atual Sul da Jordânia até o atual centro-norte da Arábia Saudita, conforme a região assinalada:

Em Ezequiel 30:1-5 temos novamente o dia do Senhor: “E VEIO a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza, e dize: Assim diz o Senhor Deus: Gemei: Ah! Aquele dia! Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor; dia nublado; será o tempo dos gentios. A espada virá ao Egito, e haverá grande dor na Etiópia, quando caírem os traspassados no Egito; e tomarão a sua multidão, e serão destruídos os seus fundamentos. Etiópia, Pute e Lude, e toda a mistura de gente, e Cube, e os homens da terra da liga, juntamente com eles cairão à espada”.

Os eventos dessa profecia tiveram cumprimento parcial ao longo da história, mas o contexto da profecia ainda é o dia do Senhor, quando o Messias vem para executar o julgamento contra os inimigos de seu povo, Israel. A região citada inclui: Egito, Sudão (muitas traduções trazem Etiópia, no hebraico original era chamada de Cuxe), Pute (atualmente região da Líbia), Lude (região que se encontra dentro da atual Turquia) e Cube (região da Arábia).

Aqui convém uma breve explicação sobre Cuxe. Embora muitas traduções tragam simplesmente Etiópia, isso não é exato. Para ser mais exato, Cuxe nos dias de Ezequiel era localizada mais ao norte do que a moderna Etiópia e fazia fronteira com o Egito, conforme Ezequiel 29:9-10. E conforme Isaias 18:1 Cuxe compartilhava dos mesmos rios afluentes do Nilo. Se pegarmos um mapa veremos que o rio Nilo entra diretamente no sul do Egito através da fronteira com o Sudão e não da Etiópia moderna, localizada mais ao Sul.

Essas regiões atualmente compartilham do mesmo sistema político-religioso, são nações muçulmanas governadas pela sharia (lei islâmica).

Sofonias no capítulo 2 tem uma profecia cujo cumprimento está agendado para o “dia da ira do Senhor”. São citados Gaza, Ascalom, Asdode, Ecrom, os quereteus, Canaã, terra dos filisteus. No fim todas essas regiões serão destruídas. Todas essas regiões fazem parte da parte sul e costeira de Israel, incluindo a faixa de Gaza, conforme Sofonias 2:3-5;12-13:

“CONGREGAI-VOS, sim, congregai-vos, ó nação não desejável; antes que o decreto produza o seu efeito, e o dia passe como a pragana; antes que venha sobre vós o furor da ira do Senhor, antes que venha sobre vós o dia da ira do Senhor. Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira do Senhor. Porque Gaza será desamparada, e Ascalom assolada; Asdode ao meio dia será expelida, e Ecrom será desarraigada. Ai dos habitantes da costa do mar, a nação dos quereteus! A palavra do Senhor será contra vós, ó Canaã, terra dos filisteus; e eu vos destruirei, até que não haja morador. Também vós, ó etíopes, sereis mortos com a minha espada. Estenderá também a sua mão contra o norte, e destruirá a Assíria; e fará de Nínive uma desolação, terra seca como o deserto”.

Novamente temos regiões que são vizinhas de Israel e que serão julgadas por Deus. Várias passagens proféticas falam de uma confederação de nações inimigas de Israel que irá invadir o país e cercar Jerusalém. A profecia além de falar da faixa de Gaza e dos palestinos, em Sofonias 2:8-9 e 12-13 fala também de Moabe (a famosa cidade de Petra fica dentro dessa região), Amon (região da Jordânia), Etiópia (no hebraico Cuxe, região da moderna República do Sudão do Norte), bem como a Assíria (que na época englobava áreas que hoje pertencem à Síria, Turquia, Líbano e Iraque) e Nínive (região da cidade de Mossul, no norte do Iraque), conforme podemos ver no mapa abaixo:

E novamente, no contexto do Dia do Senhor e retorno de Cristo, temos nações e regiões especificadas para o julgamento que atualmente são todas de maioria muçulmana.

Joel 3 fala do julgamento do Senhor sobre o Líbano e Gaza por dividirem a terra de Israel. Cabe aqui uma observação: em 2007 vários líderes cristãos evangélicos mandaram um documento ao presidente George Bush na época. Esse documento era um pedido para que a terra de Israel fosse dividida e dois Estados compartilhassem a região: Palestina e Israel. Agora vejamos a profecia de Joel 3:1-4: PORQUE, eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações e repartiram a minha terra. E lançaram sortes sobre o meu povo, e deram um menino por uma meretriz, e venderam uma menina por vinho, para beberem. E também que tendes vós comigo, Tiro e Sidom, e todas as regiões da Filístia? É tal o pago que vós me dais? Pois se me pagais assim, bem depressa vos farei tornar a vossa paga sobre a vossa cabeça”.

Vejam que coisa séria, o julgamento do Senhor ocorre por causa do que fizeram ao povo judeu (levados cativos) e à Israel (por dividirem a terra).  Tiro, Sidom e Filístia são referências à Palestina e ao Líbano. O grupo terrorista Hezbolah tem sua base de operações no Líbano, enquanto que o grupo terrorista Hamas atua na Faixa de Gaza (Palestina), ambos querem que Israel seja riscada do mapa e ambos têm influência política na região onde atuam. Basicamente Deus está dizendo que não quer a terra de Israel dividida e nós lemos a notícia de que líderes cristãos querem que essa terra seja dividida para cessar as ameaças terroristas! O que devemos temer mais: a ira dos homens ou a ira do Deus vivo?

Agora vejamos o restante da profecia em Joel 3:14-21: “Multidões, multidões no vale da decisão; porque o dia do Senhor está perto, no vale da decisão. O sol e a lua enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor. E o Senhor bramará de Sião, e de Jerusalém fará ouvir a sua voz; e os céus e a terra tremerão, mas o Senhor será o refúgio do seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel. E vós sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus, que habito em Sião, o meu santo monte; e Jerusalém será santa; estranhos não passarão mais por ela. E há de ser que, naquele dia, os montes destilarão mosto, e os outeiros manarão leite, e todos os rios de Judá estarão cheios de águas; e sairá uma fonte, da casa do Senhor, e regará o vale de Sitim. O Egito se fará uma desolação, e Edom se fará um deserto assolado, por causa da violência que fizeram aos filhos de Judá, em cuja terra derramaram sangue inocente. Mas Judá será habitada para sempre, e Jerusalém de geração em geração. E purificarei o sangue dos que eu não tinha purificado; porque o Senhor habitará em Sião”.

Percebam algumas características do Dia do Senhor que se repetem em várias outras passagens bíblicas: exércitos reunidos em Israel; não muito tempo após isso, o sol, a lua e as estrelas se apagam; um grande barulho com a chegada do Messias; livramento para Israel e destruição para seus inimigos. Outras passagens falam dos céus se enrolando da mesma forma como um pergaminho.

Em Isaías 34 vemos o Senhor executando um sacrifício na terra de Edom, o texto é escrito em formato de poesia profética. Nesse caso a ira de Deus é contra um povo específico e por razões específicas, conforme Isaías 34:1-9:

“CHEGAI-VOS, nações, para ouvir, e vós povos, escutai; ouça a terra, e a sua plenitude, o mundo, e tudo quanto produz. Porque a indignação do Senhor está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele as destruiu totalmente, entregou-as à matança. E os seus mortos serão arremessados e dos seus cadáveres subirá o seu mau cheiro; e os montes se derreterão com o seu sangue. E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira. Porque a minha espada se embriagou nos céus; eis que sobre Edom descerá, e sobre o povo do meu anátema para exercer juízo. A espada do Senhor está cheia de sangue, está engordurada da gordura do sangue de cordeiros e de bodes, da gordura dos rins de carneiros; porque o Senhor tem sacrifício em Bozra, e grande matança na terra de Edom. E os bois selvagens cairão com eles, e os bezerros com os touros; e a sua terra embriagar-se-á de sangue até se fartar, e o seu pó se engrossará com a gordura. Porque será o dia da vingança do Senhor, ano de retribuições pela contenda de Sião. E os seus ribeiros se tornarão em piche, e o seu pó em enxofre, e a sua terra em piche ardente”.

Novamente o retorno do Messias traz julgamento para os inimigos de Israel, e nesse caso em específico, um julgamento para Edom, em retribuição à contenda de Sião. As nações que cercam Israel hoje alegam que essa nação não tem o direito de existir, que é ilegal. O mundo como um todo, mas especificamente e de forma mais violenta, as nações em vizinhas de Israel fazem declarações antissemitas, antissionistas.

Apocalipse 19 traz uma descrição dramática sobre o retorno do Messias, nela Jesus surge nos céus montado em um cavalo branco com “exércitos dos céus” o seguindo. Conforme vemos em Apocalipse 19:11-16: “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso. E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores”.

Uma pergunta básica: de quem era o sangue que salpica as vestes do Messias na visão profética citada de Apocalipse 19? Muitos interpretam ser o sangue de Cristo vertido na cruz, mas porque o seu próprio sangue salpicaria as suas vestes? Outros interpretam que essa sangue é o sangue dos mártires que morreram durante a Tribulação e até mesmo ao longo da história da Igreja. Mas há uma outra interpretação com base em Isaías, que é de onde Apocalipse emprestou a expressão. Vejamos Isaías 63:1-4:

“QUEM é este, que vem de Edom, de Bozra, com vestes tintas; este que é glorioso em sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu, que falo em justiça, poderoso para salvar.  Por que está vermelha a tua vestidura, e as tuas roupas como as daquele que pisa no lagar? Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura. Porque o dia da vingança estava no meu coração; e o ano dos meus remidos é chegado”.

Nessa profecia Isaias olha para o leste de Jerusalém e vê a figura majestosa do Messias, vindo de Edom e Bozra. Bozra era a capital de Edom, hoje a cidade é conhecida pelo nome de Petra.

Em Apocalipse 19:15 vemos que Jesus “ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso”, quando os inimigos de Deus são mostrados sendo esmagados como uvas. Como podemos perceber há uma ligação direta entre as duas profecias. O contexto é de que o Messias está com as roupas manchadas de sangue dos inimigos que ele esmagou. Notem que a passagem ocorre no Dia do Senhor, citando o dia em que o Messias retorna para trazer livramento aos que restarem de Israel e para vingar, julgando seus inimigos.

Diante de tantas passagens que fazem referência à nações e regiões que atualmente são predominantemente muçulmanas e têm um histórico de conflitos com Israel, é interessante notar que na Bíblia não encontramos passagens que citam por nome nações europeias, por exemplo. Mesmo na época da visão de João na ilha de Patmos, quando Roma era um império conhecido, nem mesmo o termo “Roma” aparece em contexto de julgamento. Em apocalipse temos citação à Babilônia, mas nunca à Roma. O profeta não sabia que Roma era capital do Império Romano? E outras nações e regiões, não eram conhecidas? Porque não são citadas por nome? Porque a visão retoma vários termos de profecias do Velho Testamento e faz referência a elas? Não seria lógico concluir que a Bíblia está enfatizando e detalhando o que já foi falado antes pelos profetas?

É interessante notar que através das Escrituras, de forma repetida e abundante, quando nações específicas são citadas por nome para o julgamento de Deus pelo que fizeram à Israel, todas fazem parte de regiões hoje dominadas pelo Islã.

Como devemos interpretar tudo isso? Devemos ignorar todas essas passagens que fazem referência às nações ao redor de Israel e que prontamente poderiam mobilizar suas tropas e veículos para invadir a nação, como já o fizeram outras vezes? Ou devemos assumir que são todas referências alegóricas, tomando os nomes de Edom, Moabe, Cuxe (Etiópia em muitas traduções), Arábia, Assíria, Líbia ou Pérsia como que uma sugestão de que todas as nações da terra (até mesmo as que não têm forças armadas, como por exemplo o Vaticano, a Costa Rica, Andorra, Ilhas Salomão, Liechtenstein e outras) irão enfrentar Israel? Ou ainda como uma referência vaga aos inimigos de Israel em geral? Conforme vamos avançando veremos mais referências às nações que cercam Israel, mas isso não é tudo, há também profecias que falam de certas características muito específicas sobre o Anticristo e seu império. Devemos manter nossa atenção e foco no que a Bíblia nos diz acerca disso.

Eliseu P L Junior

O Princípio das Dores

“Mas todas estas coisas são o princípio de dores.”     Mateus 24:8

No sermão profético e escatológico de Jesus, encontrado no capítulo 24 do livro de Mateus, observamos todo o contexto da segunda vinda de Cristo e dos sinais que precedem esse acontecimento. Vamos analisar alguns versículos desse capítulo:

5.  Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.
6.  E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.
7. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.
8.  Mas todas estas coisas são o princípio de dores.


Mateus 24:5-8

Esta é a descrição que Jesus nos fornece sobre o período conhecido como “O PRINCÍPIO DAS DORES”.

O princípio das dores antecede a grande tribulação, e acredito que estamos vivenciando este período nos dias atuais, diante do acontecimento dos sinais preditos por Jesus e de seu respectivo aumento ano após ano, como é o caso do ano de 2020.

ANÁLISE DO TEXTO:

5.  Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.

Em Mateus 24:5, Jesus descreve o aumento dos falsos profetas, os quais aparecerão afirmando ser seguidores de Jesus (cristãos) ou até mesmo o próprio Jesus, mas na verdade são falsos e enganadores, pois pregam doutrinas falsas de demônios, distorcendo a Palavra de Deus e manipulando-a para seu próprio benefício.

Contudo, não iremos aqui nos deter no assunto referente aos falsos profetas. Em breve, realizaremos outro estudo específico sobre este assunto.

6.  E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.

Em Mateus 24:6, Jesus continua descrevendo outros sinais, tais como “guerras” e “rumores de guerras”, mas deixa claro que, embora seja necessário que esses eventos aconteçam, quando eles acontecerem ainda não será o fim.

Em toda a historia da humanidade sempre existiram guerras. Entretanto, conforme nos aproximamos do tempo do fim, a tendência é o aumento destes conflitos no mundo.

7.  Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

Em Mateus 24:7, encontramos diversos sinais, como conflitos, fome, pestes e terremotos em vários lugares da terra. Todos esses eventos, em meu entendimento, acontecerão no princípio das dores, período que antecede a grande tribulação.

Jesus confere esse nome ao referido período realizando uma comparação deste com as dores e contrações que uma mulher grávida sente quando está prestes a dar a luz ao seu filho.  

O apóstolo Paulo também nos ajuda a compreender a denominação desse período:

“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;
Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;
Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.”
1 Tessalonicenses 5:1-3

À medida que se aproxima a volta de Cristo, estes eventos ocorrerão com maior intensidade e em menor espaço de tempo.

Veja esse texto sobre as dores de parto que uma mulher sente antes de dar à luz:

“No início, as contrações parecem cólicas menstruais ou uma dor nas costas que vai e vem em intervalos de 20 a 30 minutos. Aos poucos, a dor se torna mais forte e dura mais tempo. As contrações também se tornam mais frequentes, até que elas vêm em intervalos de três a cinco minutos.” Fonte: Pampers. Acesso em: 30/06/2020

No ano de 2020, estamos vendo o acontecimento de diversos dos sinais citados por Jesus, como a pandemia do novo corona vírus, terremotos em vários lugares, pragas de gafanhotos e vespas, rumores de conflitos entre países, revoltas socias e entre outros.

Os sinais estão aumentando cada vez mais! Nunca estivemos tão próximos do fim!

Creio que muito em breve já entraremos na grande tribulação, período que ainda vamos estudar muito aqui neste site. Esteja atento as nossas postagens.

Somos a última geração, a qual verá a volta de Jesus!

Reflita sobre o assunto e sobre os textos da Bíblia analisados, prepare-se para a Vinda de Jesus Cristo! Ande com Ele! Esteja preparado!

Deus abençoe a todos!

Por Lucas Palma Cardoso


Porque estudar escatologia?

Escatologia – conhecendo as profecias sobre o fim

“Pois Eu sou Deus, e não há outro; Eu sou Deus e outro não há como Eu. Narro o fim desde o princípio e conto desde a antiguidade as coisas que acontecerão”

Isaias 46:9-10

Muitos se perguntam porque estudar algo que vai acontecer no futuro? Em 2 Pedro 3:10 diz: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”. Observe que a Volta de Cristo é relatada como a vinda de um ladrão na noite! A ideia é que será repentinamente, mas também será com um grande estrondo e sinais terríveis nos céus e na terra! Você quer ser pego desprevenido por eventos como os citados acima?

Alguns podem até mesmo questionar a demora do cumprimento das profecias da mesma forma como relatado na Bíblia em 2 Pedro 3:3-4: “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”.

Ainda em 2 Pedro 3:8-9: “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Deus em sua misericórdia retardou o cumprimento de certos eventos para que tenhamos tempo de nos arrependermos!

Profecias também fazem parte dos Evangelhos. Por exemplo, em Lucas 4:16–21 Jesus citou a profecia de Isaías 61:1 a 2 (1ª parte) atestando o cumprimento daquela profecia na sua primeira vinda. Em Mateus 24:15–16 citou a profecia de Daniel 9:27, que se repete em Daniel 11:31 e em Daniel 12:11.

É um assunto sério demais para ignorarmos, veja que em Mateus 24 Jesus nos dá vários alertas sobre as coisas que estão por vir. No livro de Apocalipse vemos uma série de catástrofes atingindo a humanidade, por não reconhecerem ao único e verdadeiro Deus! E mesmo durante esses eventos há salvação para aqueles que se dispõe a abrir seu coração para Cristo.

A Bíblia nos exorta em várias passagens a sermos santos e estarmos preparados:

Efésios 5:27: “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível

2 Coríntios 11:2: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo”

Mateus 24:4 “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane

Mateus 24:42: Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”.

Mateus 25:13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”.

2 João 1:7-8 “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão”.

Marcos 13:35 Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã”

Marcos 13:37 “E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai”.

Lucas 21:38 Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem”

Atos 20:30-31 “E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós”

Palavras e ideias enfatizadas: sejam sóbrios, estejam atentos, sejam vigilantes, estejam avisados, tenham cuidado, vigiai, santidade, sem mácula, irrepreensível.

O que acontece se não estudarmos a Palavra de Deus? O profeta Oséias foi usado por Deus para exortar os judeus sobre o perigo de negligenciarmos o estudo da Palavra. Em Oséias 4:6 diz: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento.

As profecias são como um alerta, como placas de trânsito indicando uma curva perigosa à frente, quando sabemos o que está para acontecer nós podemos nos preparar. Ignorar as placas pode causar um terrível acidente. Da mesma forma, ignorar as profecias bíblicas traz sérias consequências.

Muitas pessoas podem pensar “tenho dificuldade de estudar a Bíblia, especialmente profecias, muitas passagens contêm simbologia, alegoria e são de difícil entendimento, isso não é para mim, é apenas para os teólogos”. A própria Bíblia nos diz que todo seu conteúdo é útil. Veja o que Paulo diz em 2 Timóteo 3:16: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para exortar, para corrigir, para instruir em justiça”. Por isso não devemos deixar de estudar esse assunto.

Quando vamos ler um manual de instruções nós começamos pelo início, se começarmos pelo fim nós teremos dificuldade de entender as instruções. Da mesma forma se vamos estudar as profecias devemos começar pelo começo e não pelo último livro da Bíblia, pois o livro de Apocalipse faz menção e retoma várias profecias que já haviam sido feitas no Velho Testamento. Então devemos começar com o que é mais simples, claro e de fácil entendimento, não pelo que é altamente simbólico, alegórico ou de difícil interpretação.

Também devemos nos concentrar em assuntos que são consistentes e ocorrem repetidamente por toda a Bíblia. E lembre-se: contexto não é só importante, é essencial, sem isso fica difícil entender os textos. A Bíblia foi escrita pelo povo hebreu, o único autor não hebreu na Bíblia é Lucas, então tenha em mente que a natureza da Bíblia é oriental e que nossas preconcepções ocidentais podem mais atrapalhar do que ajudar.

Não podemos ler passagens literais como se fossem alegóricas e nem o contrário. Imagine o problema em querer interpretar Isaías 60:16 de forma literal por exemplo. A maioria das profecias foram escritas em forma de poesia profética ou literatura apocalíptica. Devemos nos familiarizar com esse tipo de literatura e os recursos e expressões utilizados nela. Isso inclui coisas como expressões idiomáticas, hipérbole e o duplo cumprimento de muitas passagens proféticas.

Leve em consideração o plano geral da profecia bíblica. As três ênfases elementares das profecias bíblicas são:

  • O contexto histórico da época do profeta
  • A primeira Vinda de Jesus
  • A segunda vinda de Jesus / O Dia do Senhor

Por exemplo em Isaías 9:6-7: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto”.

Percebam que a primeira parte da profecia se cumpriu com o nascimento do Messias, mas e o resto? Seu reino foi estabelecido e agora temos paz duradoura? Essa parte obviamente ainda está para se cumprir. Temos, portanto, a parte histórica da profecia (um menino nasceu) e a parte do cumprimento futuro (ele vai governar e trazer paz).

E por último, peça a Deus que ilumine seu entendimento ao ler a Palavra.

Jeremias 33:3 “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes”. Lucas 11:9 “E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á”

Por Eliseu P. L. Junior